História

Gentílico: Soledadense
Emancipação Política: 24 de setembro

Soledade, município emancipado em 24 de setembro de 1885, está localizado na microrregião do Curimataú Ocidental do Estado da Paraíba distando 178 Km da Capital do Estado. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano 2016 sua população era estimada em 14.853 habitantes.

O município ocupa uma área de 634,7 Km², o que corresponde a 16,025 da área da microrregião e a 1,12% da superfície estadual. Localizada no Planalto da Borborema, sua altitude é de 521 m acima do nível do mar, com temperatura variando de 22º C (maio a agosto) à 36ºC (dezembro a abril). Prevalecem os solos do tipo halomórficos que impõem forte restrição ao desenvolvimento agrícola, especialmente à agricultura irrigada.

Encontra-se na bacia do rio Taperoá, sendo banhado pelo Rio Soledade que é temporário, permanecendo com o leito seco a maior parte do ano. Atenua-se a situação da estiagem prolongada através de poços, pequenos mananciais e abastecimento emergencial por carros pipas. O maior manancial do município é o chamado “açude do Estado”, construído pelo antigo IFOCS entre 1912-19­33, com capacidade máxima de 27.058.000 m³, com alto índice de salinidade. A cidade e parte da zona rural são abastecidas pelo sistema adutor do Cariri desde o ano de 1998.

Suas atividades principais são agricultura e pecuária de subsistência, possuindo expressividade no comércio e no beneficiamento de minério. Cortada pela BR-230 possui grande quantidade de estabelecimentos que oferecem alimentação, sendo bastante conhecida pela sua culinária.

O Município de Soledade viveu um momento importante de sua história a partir do ano de 2005 apresentando um importante desenvolvimento que impulsionou diversos setores da economia local; houve a modernização do centro da cidade, que ganhou praças e prédios novos advindos de investimentos públicos e da iniciativa privada. A cidade se organizou e a indústria e o comércio se fortaleceram com as ações públicas adotadas. Esse crescimento foi minorado entre os anos de 2012 a 2016 por conta das repetidas alternâncias de poder advindas de decisões judiciais equivocadas.

Soledade vivencia agora a expectativa de um novo tempo de crescimento e  prosperidade com o surgimento do governo de Geraldo Moura e Fabiana Gouveia iniciado no dia 1º de janeiro do ano vigente.

Sua padroeira é a Senhora Santana, havendo no município o assento das igrejas evangélicas: Assembleia de Deus, Congregação Cristão no Brasil, Ação Evangélica, Batista Bíblica Separatista, Universal do Reino de Deus, Verbo da Vida, Igreja Bíblica, Adventista e Batista da Convenção Brasileira. Registra-se ainda a existência de um grupo pertencente ao Salão do Reino das Testemunhas de Jeová.

Percurso histórico do município

A fazenda do Português João Gouveia e Sousa, chamada Malhada Vermelha (pela grande quantidade de barro) e depois Malhadas da Areias Brancas (como cita Inocêncio Nóbrega Filho, no livro de sua autoria que traz este nome), foi o primeiro marco do município de Soledade. A fazenda ficava situada em um dos lotes do Riacho do Padre, a primeira construção de que se tem notícia, foi um cemitério que recebeu orientação do Padre Ibiapina e que se destinava a enterrar os mortos da segunda epidemia da “cólera morbo” que assolou a Paraíba. Uma capela foi construída naquele cemitério e mais tarde ampliada ocupando toda área daquele campo sagrado.

Do livro Datas e Notas para a história da Paraíba, escrito por Irineu Pinto, vol. II, Ed. 1916, Pág. 251. No corrente ano o Padre Ibiapina na sua missão apostólica pelo interior da província, benze um terreno e funda cemitério para enterrar os coléricos, ao qual, deu o nome de Soledade. Mais tarde, levanta o mesmo sacerdote uma CAPELA ANEXA, sob a invocação de Santa Anna, começando então a construírem-se casas no lugar onde no decorrer dos anos essa localidade tornou-se a Vila de Soledade.

Quando do surto colérico de 1856 para o povoado de São Francisco afluíam filas enormes de cadáveres de toda a redondeza; era o único Campo-Santo da região, construído em 1763, para o abrigo dos mortos da acanhada população do lugar.

O Padre Manoel Ubaldo da Costa Ramos, coadjunto da Paróquia de São João do Cariri, celebrou a “primeira missa de Soledade”, a missa do natal, no dia 25 de dezembro de 1866.

O primeiro nome do Município por sugestão do missionário Padre Ibiapina, foi Solidão, mas democraticamente fazendo-se oitiva de uma espécie de conselho comunitário chegou-se a um acordo pela palavra sinônimo de Soledade.

Soledade no princípio foi habitada por famílias tradicionais como as do português João Gouveia de Souza e do senhor José Alves de Miranda, bem como, pelos índios Cariris que moravam próximo de Soledade na Serra Pelada, onde havia uma choça destes índios. No Riacho do Padre, na fazenda Espírito Santo, fixou-se outra, a dos Tapuias formados na arte de guerrilhas. Na fazenda Timbaubinha encontramos uma caverna que parece ter sido obra de várias gerações e raças; situa-se na chamada “Serra dos Caboclos”.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Soledade, pela lei provincial nº 853, de 31-10-1888, subordinado ao município de São João do Cariri.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Soledade, pelas leis provincial nº 791, de 24-09-1885, desmembrado de São João do Cariri. Sede na antiga povoação de Soledade. Constituído do distrito sede.

Pelo decreto estadual nº 70, de 21-10-1891, foi transferida a sede da povoação de Soledade para a povoação de Pedra Lavrada.

Pelo decreto estadual nº 22, de 21-03-1892, sede do município volta a denominar-se Soledade.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 2 distritos: Soledade e São Francisco.

Assim permanecendo em divisão administrativa referente ao ano de 1933.

Em divisões territoriais datadas de 31-12-1936 e 31-12-1937, o município aparece constituído de 4 distritos: Soledade, Juazeiro, Santo Antônio e São Francisco.

Pelo decreto estadual nº 1164, de 15-11-1938, o município de Soledade passou a denominar-se Juazeiro, passando Soledade a figurar como distrito de Juàzeiro.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município já denominado Juazeiro é constituído de 4 distritos: Juàzeiro, Soledade, Santo Antônio e São Francisco.

Pelo decreto-lei estadual nº 520, de 31-12-1943, o distrito de Juazeiro passou a denominar-se Ibiapinópolis. Ainda pelo referido decreto-lei a sede municipal foi transferida do distrito de Juàzeiro para o antigo distrito de Soledade com a denominação de Ibiapinópolis. O distrito de Juazeiro passou a denominar-se Juazeirinho, São Francisco a chamar-se Olivedos e Santo Antônio ficou como Seridó.

Pela lei estadual nº 124, de 17-09-1948, o município de Ibiapinópolis voltou a denominar-se Soledade.

Em divisão territorial datada de 01-07-1950, o município é constituído de 3 distritos: Soledade ex-Ibiapinópolis, Olivedos ex-São Francisco e Seridó ex-Santo Antônio.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01-07-1955.

Pela lei estadual nº 1953, de 17-01-1959, é criado o distrito de Bom sucesso e anexado ao município de Soledade.

Em divisão territorial datada de 01-07-1960, o município é constituído de 4 distritos: Soledade, Bom Sucesso, Olivedos e Seridó.

Pela lei estadual nº 2660, de 22-12-1961, desmembra do município de Soledade o distrito de Seridó. Elevado à categoria de município.

Pela lei estadual nº 2706, de 28-12-1961, desmembra do município de Soledade o distrito de Olivedos. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 31-12-1963, o município é constituído de 2 distritos: Soledade e Bom Sucesso.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alterações toponímicas municipais

Soledade para Juàzeiro alterado, pelo decreto-lei estadual nº 1164, de 15-11-1938. Juazeiro para Ibiapinópolis alterado, pelo decreto-lei estadual nº 520, de 31-12-1943. Ibiapinópolis para Soledade alterado, pela lei estadual nº 124, de 17-09-1948.

Transferências de sede

Pelo decreto-lei nº 70, de 21-10-1891, transfere a sede da povoação de Soledade para a de Pedra Lavrada. Pelo decreto estadual nº 22, de 21-03-1892, transfere a sede da povoação de Pedra Lavrada para a de Soledade.

Relação de Prefeitos Eleitos

1- João Ouriques de Vasconcelos (1891 x 1895)
2- Carlos Castor de Araújo (1895 x 1905)
3- Claudino Alves da Nóbrega (1905 x 1915)
4- Silvino Alves da Nóbrega (1915 x 1917)
5- Trajano Pires da Nóbrega (1917 x 1924)
6- Claudino Pires da Nóbrega (1924 X 1925)
7- José Camargo Cabral (1925 x 1927)
8- José Gomes Sobrinho (1927 x 1929)
9- Inocêncio Pires Gouveia Nóbrega (1929 x 1930)
10- Francisco Correia de Queiroz (1931)
11- Francisco Pedro dos Santos (1931)
12- Trajano Nóbrega (1932)
13- José Castor de Araújo (1933)
14- Oscar Pereira de Souza (interino por três meses 06 à 08/1933)
15- José Nóbrega de Albuquerque (1933 x 1935)
16- Euclides Carneiro (interinamente em 1935)
17- José Elias de Oliveira (1935)
18- Clóvis de Souto Nóbrega (1935 x 1937)
19- Severino Nunes de Figueiredo (interinamente em 1937)
20- Francisco Correia de Queiroz (1937 x 1938)
21- Severino Nunes de Figueiredo (interinamente – Agosto de 1938)
22- Francisco Correia de Queiroz (interinamente 1938)
23- Claudino Alves da Nóbrega (1939 x 1941)
24- Clóvis de Souto Nóbrega (1941 x 1944)
25- Tereza Nóbrega (1945 x 1946)
26- Dr. Asdrúbal da Nóbrega Montenegro (1946)
27- Inocêncio Pires Gouveia Nóbrega (1946 x 1947)
28- Antonio da Nóbrega Freire (1947)
29- Emídio Diniz da Penha (1947)
30- Inácio Claudino da Costa Ramos (primeiro prefeito eleito de Soledade de 1947 x 1951)
31- Matias Paulino da Costa (assumiu o seu antecessor a qualidade de presidente da Câmara)
32- Jaime Ferreira Tavares
33- Severino Pascoal de Oliveira (1952 x 1957)
34- José Ferreira Ramos (1957 x 1959) Destituído por deliberação da Câmara Municipal
35- José Joaquim de Araújo, vice-prefeito de José Ferreira Ramos que exerce o poder por 09 dias
36- José Ferreira Ramos – retornado ao poder por decisão judicial (1959)
37- Alexandre José de Melo (1959 x 1963)
38- José Manoel de Araújo (1963 x 1969)
39- José Joaquim de Araújo (1969 x 1973)
40- José Manoel de Araújo (1973 x 1977)
41- João Bosco da Silva (1977 x 1981)
42- Marinaldo Castelo Branco de Melo (1982 x 1988)
43- José Manoel de Araújo (1989 x 1992) – faleceu no exercício do mandato
44- Aderaldo Matias de Oliveira (1992)
45- Claudino Egídio de Assis Ramos (1993 x 1996)
46- Fernando Araújo Filho (1997 x 2004)
47- José Ivanildo Barros Gouveia (2005 x 2011)
48- José Bento Leite do Nascimento (2011 x 2013)
49- Flávio Aureliano da Silva Neto (2013 x 2014)
50- José Bento Leite do Nascimento (2014 x 2016)
51- Geraldo Moura Ramos (2017 a 2020)

Símbolos Municipais

Brasão de Soledade

 

 

 

 

 

 

 

Bandeira de soledade

 

 

 

 

 

Fonte:

IBGE. Histórico do município de Soledade. Disponível em: Hhttp://ibge.gov.br/cidadesat/painel/historico.php?codmun=251610&search=paraiba%7Csoledade%7Cinphographics:-history&lang=

GOUVEIA, José Ivanilson Barros; GÓIS, Juarez Filgueiras de. Soledade completa 128 anos de emancipação política. Disponível em: http://blogalexarts.blogspot.com.br/2013/09/soledade-completa-128-anos-de.html

NOBREGA FILHO, Inocêncio. Malhada das Areias Brancas. 1974.